Pousada do Sandi adota agenda de ações de impacto social, ambiental e governança (ESG)

Práticas ambientais devem ganhar relevância na economia em 2022, segundo especialistas do mercado

Pousada do Sandi
Foto Divulgação

No dia 18 de janeiro de 2022, o CEO norte-americano Larry Fink da gestora de ativos BlackRock, maior operadora deste tipo no mundo, escreveu em sua carta anual endereçada a investidores que o “risco climático é risco de investimento” e sugeriu aos mesmos que abraçassem o investimento em empreendimentos sustentáveis.

Pesquisadores da revista científica Nature Climate Change estimam que o setor de turismo global seja responsável por até 8% das emissões de carbono em todo o mundo. Naturalmente, a adoção de práticas que visem a preservação do meio ambiente, responsabilidade social e a diminuição do impacto ecológico tornou-se uma obrigação das empresas do ramo.

A sigla ESG (Environmental, Social and Governance, ou Ambiental, Social e Governança, em tradução) se refere a um conjunto de boas práticas voltadas a contribuir para uma maior sustentabilidade da economia global como um todo. Em um momento em que o mundo enfrenta tantas crises, a acirradas pela pandemia da Covid, essa agenda se torna cada vez mais fundamental, e em especial para o setor hoteleiro.

Diante do dilema de como criar um futuro melhor para todos, e fazer a diferença nas comunidades em que estão presentes, hotéis e pousadas estão incorporando na agenda ações de ESG em suas estratégias e missões.

Saneamento no Centro Histórico

Em Paraty, a Pousada do Sandi tem desenvolvido diversas ações, algumas delas em parceria com a Prefeitura de Paraty, em sintonia com os alvos ESG da cidade. Pelo lado ambiental, uma das ações mais importantes visa o saneamento básico. O projeto tocado “meio a meio” com a Prefeitura prevê criar, em 2022, uma miniestação de tratamento de água que alcança todo o quarteirão da Pousada, no Centro Histórico.

A ideia, segundo Sandi Adamiu, proprietário e administrador da Pousada do Sandi, é transformar as chamadas “águas negras” em águas claras, para que só depois essa corrente siga, já limpa, para o Rio Perequê-Açu, que corta a cidade.

“Estamos em fase de estudos e, esperamos que seja um projeto piloto, para que outros empresários tornem a mesma iniciativa, para chegarmos a 33 quarteirões e podermos sonhar em ter o Centro Histórico saneado. Isso será literalmente um divisor de águas para a cidade”, diz Sandi.

Sandi conta que também está em andamento a criação de uma fazenda de energia solar que vai gerar energia limpa tanto para a pousada como para Villa e Loft Bom Jardim, propriedade da família à beira mar, recentemente reformada e disponível para locação.

Formação da Orquestra Municipal

Entre as iniciativas de cunho social, a Pousada, junto com a Prefeitura, está empenhada em formar a Orquestra Municipal de Paraty, composta por 60 crianças e jovens de diferentes bairros da cidade. “Estamos captando recursos para comprar os instrumentos e equipar a orquestra, enquanto a Prefeitura vai se encarregar da manutenção e da perenidade do projeto”, diz Sandi.

A Pousada também doou recentemente equipamentos e materiais de última geração para a Escola de Boxe na periferia de Paraty, e apoia, há alguns anos, o projeto social Educar Pela Dança, da Associação Cia Dança e Arte Paraty destinado a atender a crianças, jovens e adultos com aulas gratuitas de Ballet e Jazz. Desde 2004, o projeto já atendeu mais de 2 mil alunos.

“No início deste ano, doamos todo o piso apropriado para as aulas de dança, um equipamento de extrema importância para a evolução e desempenho dos alunos”, diz Sandi.

Para prestigiar os projetos sociais e os hóspedes da Pousada, no café-da-manhã, aos sábados, a Cia de Dança e a Orquestra Municipal se revezam, oferecendo pequenas apresentações.

Fazenda Marinha no Pouso da Cajaíba

Entre os projetos ambientais e sociais exclusivos da Pousada do Sandi, destaca-se a criação de uma Fazenda Marinha, no Pouso da Cajaíba, para o cultivo de vieiras (coquille). Ali, em um dos lugares mais bonitos da baía de Paraty, a ação envolve o apoio a uma família da comunidade, para que essas pessoas possam ganhar seu sustento com o projeto.

As vieiras cultivadas na Fazenda Marinha são servidas na Pousada do Sandi, na happy hour e em verdadeiros shows gastronômicos, em que os hóspedes têm o privilégio de saborear os frutos do mar frescos, colhidos no dia. A experiência pode ainda ser ampliada, com um passeio de barco até a Fazenda Marinha para conhecer o cultivo das vieiras, com um almoço à beira-mar.

Entre os inúmeros ganhos gerados pelo ESG, vale lembrar que as empresas que têm boas práticas nesses campos apresentam resultados melhores ao longo do tempo. Além disso, o conceito também pode ser critério de escolha tanto para clientes quanto para investidores.

“São projetos e práticas que reforçam o nosso amor e dedicação por Paraty”, diz o proprietário da Pousada do Sandi que, em 30 anos de existência, tornou-se um ícone de hospitalidade e bem receber na Cidade Histórica.

Redação NordestinosPaulistanos – Leanderson Amorim 

Por VisaepLAN – João Martins 

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