No dia da Biodiversidade, Bracell celebra ações de conservação de mais de 1.000 espécies, 40 delas ameaçadas de extinção

Áreas de Mata Atlântica e Cerrado nos interiores da Bahia e de São Paulo são monitoradas pelo programa da Bracell de biodiversidade para conservação da fauna e da flora

Ouriço Preto/Acervo Bracell

Produzir de maneira sustentável e agregando valor para a comunidade é um dos grandes desafios da indústria, especialmente para setores que dependem de recursos naturais. Não é à toa que, em 1992, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu 22 de maio como o Dia Internacional da Biodiversidade, um reconhecimento que visa conscientizar a população mundial sobre a importância e a preservação da diversidade biológica em todos os ecossistemas do planeta.

Alinhada a este compromisso, a Bracell, uma das maiores produtoras de celulose solúvel do mundo, desenvolveu um programa de Monitoramento da Biodiversidade para Conservação da Fauna e da Flora, que busca entender os impactos das operações do manejo florestal na vegetação nativa e na vida animal, contribuindo para a manutenção dos ecossistemas naturais por meio da realização de práticas responsáveis. A companhia faz parte do grupo RGE, que gerencia empresas com operações globais de manufatura baseadas em recursos naturais.

“O objetivo da Bracell é adotar práticas do manejo que diminuam os impactos negativos e potencializem os positivos a favor da conservação do solo, da água e da biodiversidade. O Programa de Monitoramento da Fauna e da Flora nos trazem indicadores importantes, que são direcionadores para a realização das melhores práticas”, diz Marcela Trecenti Capoani, coordenadora de Meio Ambiente e Certificações da Bracell SP.

As ações de monitoramento e preservação da biodiversidade são desenvolvidas nas regiões de atuação da Bracell nos estados da Bahia e de São Paulo. Na Bahia, por exemplo, a companhia é proprietária da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Lontra, maior unidade de conservação deste gênero do Litoral Norte, com 1.377 hectares de Mata Atlântica. A área fica a cerca de 140 km da capital Salvador, entre os municípios de Entre Rios e Itanagra.

Na Bahia já foram identificadas 378 espécies da flora silvestre, 264 espécies de aves, 75 de anfíbios, 57 de cobras e lagartos e 38 de mamíferos. Dentre elas, há pelo menos 30 espécies de animais ameaçadas de extinção, como o sapinho-foguete (Allobates olfersioides), a surucucu pico-de-jaca (Lachesis muta) e o guigó-de-coimbra-filho (Callicebus coimbrai), além de plantas raras, como a palmeira-juçara (Euterpe edulis), e de um dos menores lagartos do mundo, o briba-de-folhiço (Coleodactylus meridionalis).

Cobra Jararaca/Acervo Bracell

“A RPPN Lontra não é só uma área de preservação, mas de estudo da biodiversidade da Mata Atlântica, o que a torna o ‘coração’ ecológico da região do Litoral Norte e Agreste baiano. Além disso, todo o conhecimento gerado pela empresa é compartilhado com as universidades e com os órgãos ambientais”, afirma Meryellen Baldim Oliveira, coordenadora de Meio Ambiente e Certificações da Bracell BA.

                 Em 2019, a RPPN Lontra foi reconhecida pela Unesco como único Posto Avançado da Reserva de Biosfera da Mata Atlântica pertencente a uma empresa privada. No ano seguinte, a reserva foi certificada como Área de Soltura de Animais Silvestres (Asas). Desde então, os órgãos ambientais da Bahia já realizaram a soltura de cerca de 200 animais silvestres, entre aves, mamíferos e répteis reabilitados no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas).

Além do valor científico e educacional, o trabalho de monitoramento e preservação da biodiversidade, como o realizado pela Bracell, também tem impactos positivos para o país, como ressalta o secretário do Meio Ambiente da Bahia, João Carlos Oliveira: “As RPPNs são um estímulo muito forte, representam muito para nós. A gente precisa transformar o meio ambiente em uma pauta e imagem positiva. Os grandes fundos de investimento estão dizendo que só investem no Brasil depois que discutirem a imagem ambiental”.

                Biodiversidade
Em São Paulo, a Bracell também faz um intenso trabalho de monitoramento da fauna e da flora em seus territórios de atuação. A companhia possui uma unidade industrial em Lençóis Paulista, e está construindo uma na fábrica na região, conhecida como Projeto Star.

Veado-catingueiro/Acervo Bracell

“Por meio da proteção do solo, do ar e dos recursos hídricos, o cultivo sustentável de florestas plantadas é uma atividade que favorece o desenvolvimento de ambientes com alta diversidade. Visando a conservação dos recursos naturais, nossas operações adotam práticas conservacionistas como o plantio em nível, a contenção e conservação da água, a manutenção dos resíduos pós-colheita e o combate a incêndios florestais. A adoção dessas práticas, aliada a utilização de técnicas como o plantio em mosaicos e a formação de corredores ecológicos, integrando os plantios e as florestas naturais, propiciam habitat adequado para animais, plantas e microrganismos, contribuindo para a conservação e aumento da biodiversidade”, explica Ariel Evandro Fossa, Gerente Sênior de Operações Florestais da Bracell SP.
Desde 2007, já foram identificadas 302 espécies de aves, 39 espécies de mamíferos e 260 espécies de flora. Em 2019, o programa de monitoramento foi ampliado e passou a incluir répteis, anfíbios e peixes. De lá para cá foram identificados 05, 12 e 43 animais, respectivamente.

Entre as espécies de animais ameaçados de extinção, a Bracell já catalogou nas regiões de monitoramento as presenças do lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), gato-do mato-pequeno (Leopardus guttulus), tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), onça-parda (Puma concolor), jaguatirica (Leopardus pardalis) e maracanã-verdadeira (Primolius maracanã). Destacam-se ainda espécies da flora como ipê felpudo (Zeyheria tuberculosa), farinha seca (Albizia burkartiana), canela sassafrás (Ocotea cf odorifera), cedro (Cedrela fissilis) e Jasmin (Rudgea jasminoides). Em relação aos peixes, foram identificadas espécies como tabarana (Salminus hilarii) e cascudo-chinelo (Rineloricaria pentamaculata).

“Conhecer a riqueza e a variedade do mundo natural nos territórios em que a Bracell atua, é imprescindível para direcionar um manejo florestal responsável. Buscamos o equilíbrio ambiental, por meio da harmonia entre os componentes naturais e produtivos. Por isso, conhecer a fauna e flora local é tão importante para nós”, destaca João Carlos Augusti, Gerente de Meio Ambiente e Certificações da Bracell SP.

Sobre a Bracell
A Bracell é uma das maiores produtoras de celulose solúvel e celulose especial do mundo, com duas principais operações no Brasil, sendo uma em Camaçari, na Bahia, e outra em Lençóis Paulista, em São Paulo. Além de suas operações no Brasil, a Bracell possui um escritório administrativo em Cingapura e escritórios de vendas na Ásia, Europa e Estados Unidos.

Sobre a RGE
 A RGE Pte Ltd gerencia um grupo de empresas com operações globais de manufatura baseadas em recursos naturais. As atividades vão desde o desenvolvimento e a colheita de recursos sustentáveis, até a criação de diversos produtos com valor agregado para o mercado global. O compromisso do grupo RGE com o desenvolvimento sustentável é a base de suas operações. Todos os esforços estão voltados para o que é bom para a comunidade, bom para o país, bom para o clima, bom para o cliente e bom para a empresa. A RGE foi fundada em 1973 e seus ativos atualmente ultrapassam US$ 20 bilhões. Com mais de 60.000 funcionários, o grupo tem operações na Indonésia, China, Brasil, Espanha e Canadá, e continua expandido para envolver novos mercados e comunidades. www.rgei.com

Redação: Nordestinos Paulistanos 

Por Aline Porcina